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Problemas Ambientais na Hidrosfera

Poluição da água
Uma vez que cerca de três quartos da sua superfície estão cobertos de água, a Terra vista do espaço parece uma esfera de cor azul. A água está distribuída pelos oceanos, continentes e atmosfera, estando a maior parte permanente em circulação através dos processos de evaporação, precipitação e escorrência.
A água, tal como o ar, é um recurso essencial para a vida, é indispensável para a existência e preservação dos ecossistemas vegetais e animais, e sem ela a vida no planeta é impossível. No entanto, este recurso está fortemente ameaçado, devido à incorrecta acção do Homem sobre o meio. O crescimento acelerado das actividades económicas, em especial nos países desenvolvidos, tem conduzido a rupturas graves nos ecossistemas naturais e artificiais. Actualmente, um milhão e duzentas mil pessoas em todo o mundo têm falta de água potável.
Do total da hidrosfera, apenas um terço da água doce pode ser aproveitada pelo Homem, ou seja, parte das águas subterrâneas, lagos e cursos de água. A água doce é um recurso precioso. A água faz parte da composição dos seres vivos e é necessária às actividades: agricultura, pesca, indústria, etc. A repartição da água pelo planeta è muito desigual.

A poluição agro-pecuária
A poluição agro-pecuária e a maciça utilização de fertilizantes químicos azotados, e pesticidas na agricultura moderna, as descargas de esgotos por tratar e ainda a criação intensiva de gado, que produz desperdícios ricos em nitrados solúveis, o que tem como consequência, além da poluição dos solos, a degradação dos recursos hídricos, quer superficiais quer subterrâneos, com consequências graves para a saúde.
As águas das chuvas e de irrigação conduzem parte desses produtos para os rios, lagos e albufeiras, onde provocam graves perturbações ou mesmo a morte dos seres vivos pela ingestão da água envenenada.
A pecuária moderna e a avicultura tornam-se também fontes de poluição. Dejectos, substâncias químicas componentes das rações, sangue e pedaços de vísceras oriundas dos matadouros, bem como detergentes utilizados na lavagem das pocilgas, estábulos e aviários, são lançados sem tratamento, inquinando as águas superficiais e subterrâneas, alem do seu cheiro nauseabundo, que empesta a atmosfera.

Eutrofização:
O processo de eutrofização pode ser evitado atraves do tratamento das ágaus resíduais. para isso, devem-se adoptar mediadas como: impedir as descargas da água saturada de fosfatos, drenar as águas profundas e eliminar as plantas coma introdução de peixes herbívoros, e retirar-lhes os nitratso e fosfatos.
Causas:
·         Naturais: já que todos os lagos tendem para esse estado;
·         Humana: quando as manifestações não se processam à escala do tempo geológico, mas a um ritmo acelerado, provocado pela intervenção do Homem.
Dada a grande concentração de nutrientes, especialmente azoto, nitratos e fósforo frequentemente arrastados para os lagos e lagoas pelas águas carregadas de fertilizantes químicos, as algas multiplicam-se com uma rapidez extraordinária, e alimentam-se fazendo com que cresçam demasiado, formando uma espessa cortina verde à superfície, da água, a qual impede a penetração da luz até as zonas profundas. Como consequência, as colónias de algas que se encontram a maior profundidade deixam de receber luz, pelo que, impossibilitadas de realizar a fotossíntese, acabam por morrer e a entrar em decomposição, então os lagos e lagoas entram em anóxia, o que leva á morte de muitos peixes, que, na falta de oxigenação e alimentos suficientes para a sua sobrevivência.
Formando-se assim uma poça de águas paradas e mal cheirosas.

Salinização:A terra está cada vez mais salinada, em resultado das actividades menos adequadas levadas a cabo pelo Homem, como, por exemplo, a elevada irrigação. A única solução viável é, de facto, a dessalinização, a que corresponde, contudo, a um processo muito dispendioso e inacessível para a maioria dos países que se debatem com este problema. É, pois, necessário conseguir reunir internacionalmente fundos que auxiliem os países mais carenciados na luta contra a salinização.
Quando o nível da toalha freática desce abaixo de certo limite, dá-se a chamada salinização, ou seja, a entrada de água salgada nas toalhas freáticas, o que a torna imprópria para consumo.

Escassez de recursos hidricos:
O Homem tem procurado resolver a irregularidade dos níveis de água essencialmente mediante a construção de barragens e represas, a construção de canais a que se associam mais recentemente sistemas de transvases. Estas obras hidráulicas visam sobretudo garantir que os cursos de água tenham caudais regulares. Este processo faz-se retendo a água da albufeira quando há excesso e fornecendo-a de forma gradual quando há falta.
Os recursos hídricos podem se classificar em:

A questão da escassez ou a abundância de água coloca-se, naturalmente, apenas ao nível dos recursos disponíveis.
No entanto a gestão da água passa, também, pela racionalização dos consumos, pela contenção de desperdícios e pelo aproveitamento dos recursos disponíveis.
·         Recursos disponíveis: consiste na quantidade de água que efectivamente se pode captar, recorrendo a tecnologia dos nossos dias;
·         Recursos potenciais: entende-se pela totalidade de água que teoricamente é possível mobilizar no ciclo da água.

Processos aconselháveis são:
·         Na agricultura, a substituição das formas actuais de rega por outras que passem pela utilização de águas resultantes de águas residuais tratadas, bem como a substituição dos actuais processos por outros que reduzam o consumo;
·         No domínio do transporte, quer para fins domésticos quer para agrícolas, a utilização de condutas fechadas que evita a perda de água por evaporação;
·         Ao nível das águas residuais de origem doméstica e industrial, o seu tratamento adequado em instalações próprias (ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais) pode torná-las utilizáveis para a lavagem e a rega.

Como conclusão, podemos então verificar que as situações de escassez de água só se resolvem com três processos:
Armazenamento: em albufeiras quando existe em excesso;
Poupança: através de atitudes e processos tecnológicos menos exigentes em consumo;
Reciclagem: das águas residuais de forma a serem novamente utilizadas para diferentes fins.

Poluição das águas doces: A contaminação das águas doces é um fenómeno muito antigo. Contudo, hoje em dia reveste-se de particular importância, devido ao elevado nível de desenvolvimento das actividades económicas e domésticas, como consequência do crescimento demográfico e da melhoria do nível de vida das populações. Para menor consumo deste recurso implica uma diminuição da qualidade da água, pondo em perigo o equilíbrio dos ecossistemas e do próprio Homem.
Principais fontes de poluição:
·         As indústrias são as principais responsáveis, as químicas, de celulose, têxteis, curtumes e algumas agro-alimentares;
·         A agricultura;
·         Os transportes fluviais;
·         Áreas urbanas, através das actividades domésticas.


     A principal fonte de poluição das águas subterrâneas é a utilização na agricultura de processos de irrigação inadequados. Os processos de irrigação são responsáveis pelo aumento da salinização (degradação do solo, devido ao processo de acumulação excessiva de sal resultante da subida do nível freático das águas com excesso de sal), das toalhas freáticas. Consequentemente, a fertilidade do solo diminuiu consideravelmente e, para compensar a perda de nutrientes do solo, os agricultores passaram a utilizar fertilizantes químicos, o que acelerou o grau de poluição dos solos e das águas. Uma das graves consequências do aumento da salinização das toalhas freáticas é a subida do nível freático.

Outras fontes de poluição do mar:
  • Desenvolvimento do transporte;
  • Limpeza em alto mar de grandes tanques-cisternas;
  • Perdas provenientes dos motores dos barcos em circulação;
  • Efluentes das fábricas e refinarias costeiras;
  • Exploração comercial do petróleo no mar;
  • Detritos terrestres levados para os oceanos através dos rios;
  • Acidentes relacionados com as marés negras e, por vezes, também com a ruptura nos oleodutos;
  •  Emissões naturais de hidrocarbonetos.
    Este tipo de poluição consiste por uma subida da temperatura, fenómeno particularmente preocupante nos países industrializados, que, devido ao desenvolvimento das actividades económicas, tem provocado um aquecimento dos habitats aquáticos.
     Nos rios e nos estuários, o aquecimento atinge toda e massa de água, desencadeando uma série de fenómenos, como a diminuição do oxigénio dissolvido e o aumento da eutrofização.
     Contudo, as diferentes espécies marinhas não reagem da mesma maneira a    este aumento de temperatura. Algumas espécies conseguem, inclusivamente, acelerar o seu desenvolvimento, como é o caso das algas azuis, enquanto outras correm o risco de extinção com algumas larvas aquáticas de insectos, os moluscos e alguns peixes.

Durante séculos, os oceanos foram considerados uma fonte inesgotável de recursos alimentares e reservatórios onde se poderia despejar todo o tipo de lixos, assim, na sua capacidade depuradora.
A partir do século XIX, assistimos a uma crescente poluição das águas marinhas, com o aumento do tráfego marítimo e com a deposição de um maior número de dejectos poluentes, como já se pode constatar!
 O aumento da poluição das águas pôs em risco a sobrevivência de muitas das espécies que habitam os mares. No entanto, não é só a poluição que põe em causa o normal desenvolvimento das espécies marinhas. O extraordinário desenvolvimento das técnicas piscatórias permitiu capturar um maior número de espécies marinha, o que originou um desgaste nas populações reprodutoras de certas espécies. Este facto representa um grave problema, devido já á grande procura daquelas que registam um elevado valor económico, como a baleia, o bacalhau, o atum e o arenque.
Uma das formas mais graves de poluição que ocorre em mares e oceanos resulta do tráfego de petroleiros que nem sempre respeitam as normas de segurança. Os petroleiros podem provocar derrames de petróleo e produtos derivados, originando as marés negras e causando elevados danos nos ecossistemas marinhos. As aves marinhas ficam intoxicadas pela ingestão de petróleo ou morrem de frio devido ao desaparecimento da gordura das suas penas, que se tornam permeáveis, deixando de as proteger.
Quando este fenómeno acontece alguns compostos aromáticos evaporam-se e poluem a atmosfera, outros dispersam-se pelas águas marinhas, provocando a morte de muitas espécies marinhas e vegetais.